Óleos essenciais como terapia

Atualizado: 22 de Nov de 2021

Aromas trazem lembranças, instigam sentimentos e contribuem para a saúde humana. Mas a geração atual não foi a primeira a se dar conta disso. Os egípcios faziam amplo uso de óleos essenciais, que são substâncias voláteis extraídas de plantas, em rituais de beleza e também em processos de embalsamamento. Além deles, chineses, indianos, gregos e romanos também reconheceram os potenciais benefícios dos óleos aromáticos. Durante a Guerra da Criméia na metade do século XIX, a enfermeira inglesa Florence Nightingale foi pioneira ao introduzir essa prática no cuidado assistencial, aplicando a solução de lavanda para acalmar os soldados. Outra importante figura feminina foi Marguerite Maury, enfermeira e escritora, que ministrou cursos em toda a Europa sobre os mecanismos de ação dos óleos essenciais, ampliando o emprego de terapias naturais.

Esse uso do aroma de plantas de forma terapêutica e por meio de óleos essenciais é conhecido como aromaterapia. O termo se tornou popular quando o químico francês René-Maurice Gattefossé experimentou, no início do século XX, o poder curativo do óleo essencial de lavanda, após uma explosão que feriu suas mãos. René-Maurice também criou o desinfetante aromático “Le salvol”, utilizado em hospitais durante a gripe espanhola. Posteriormente, ao longo da Segunda Guerra Mundial, a aromaterapia e os óleos essenciais foram adotados pelo médico francês Jean Valnet no tratamento de vítimas e feridos.

Todo o conhecimento e a prática adquiridos ao longo dos anos resultaram na difusão do uso de óleos essenciais pela comunidade moderna. A quantidade aplicada sempre engana, pois parece pouca. Mas vale lembrar que esses óleos são bem concentrados. Estima-se que apenas uma gota de óleo essencial é o equivalente a mais de vinte xícaras de chá. Isso nos leva a crer que para a produção de um simples frasco são necessárias várias plantas. Para conseguir 1kg de óleo de rosa damascena, por exemplo, um dos mais caros do mundo, é preciso de 3.500 kg de pétalas da flor – ou até mais. Além das substâncias isoladas, também existem os blends (misturas, em inglês) ou sinergias, que são resultado da união de mais de um óleo, objetivando potencializar as propriedades e benefícios. A boa notícia é que você encontra, tanto os óleos de ingrediente único como os blends, no marketplace da Greenlist.

Outro fato interessante é que a própria expressão “aromaterapia” evidencia uma das principais características dos óleos essenciais: o aroma. Em razão disso, o olfato acaba sendo a porta de entrada para muitos dos benefícios psíquicos oferecidos pelos óleos. Ainda assim, algumas variações das substâncias permitem também a ingestão ou a aplicação tópica (na pele). Diferentemente de essências, as quais são produzidas de forma sintética, os óleos essenciais possuem composição natural, são extraídos diretamente das plantas e raízes, proporcionando, além de um cheiro agradável, propriedades terapêuticas e farmacológicas.


A aromaterapia auxilia, portanto, desde o relaxamento mental, corporal, equilíbrio de emoções e ansiedade, até o combate na proliferação de doenças. Pesquisas indicam que o óleo de tee tree, também conhecido como melaleuca, apresentou um forte potencial para inibir a replicação do vírus da gripe H1N1. De fato, não estamos falando apenas de uma simples dor de cabeça. Mas se esse for o caso, há uma gama de óleos essenciais que podem ajudar.


Os melhores óleos essenciais você encontra na Greenlist. https://www.greenlist.com.br/aromaterapia/oleos-essenciais


Fontes:

https://www.gattefosse.com/corporate-content/gattefosse-history-1880-to-1918

https://www.scielo.br/j/rbpm/a/4pHPp9cWzmBrTHqtzhqGFyH/?format=pdf&lang=pt

http://observapics.fiocruz.br/wp-content/uploads/2020/06/Cuidado-integral-na-Covid-Aromaterapia-ObservaPICS.pdf

https://www.scielo.br/j/reeusp/a/Z3SpTtG6nQF7LfL7fKbrt3w/?lang=en&format=pdf

https://exame.com/economia/rosa-da-bulgaria-segredo-dos-perfumistas-agora-e-protegido/