Covid-19 e suas relações com o meio ambiente

Durante a atual época de pandemia causada pelo novo Coronavírus, o que acabou ocasionando o fechamento temporário de comércios, bares e restaurantes, um grande fluxo de informações tem gerado algumas polêmicas. Uma das coisas mais curiosas que percebi foi relacionado ao impacto disso tudo com o meio ambiente.


Como já devemos ter visto em algumas outras fontes de informação, no mundo todo, a poluição atmosférica diminui drasticamente devido à redução de veículos nas ruas, oceanos e nas linhas aéreas. Até mesmo o estado de São Paulo em seu site oficial publicou que desde 20 de março, a qualidade do ar está boa para poluentes primários. Na famosa cidade de Veneza localizada no nordeste da Itália, seus canais estavam com a água cristalina devido à redução dos barcos circulando pela área, outra coisa que teve muita influência em cima disso foi a redução de turismo.


Um dos países mais afetados pela poluição atmosférica no mundo é a Índia (com nada mais que 1,3 bilhões de habitantes), tendo em si 21 das 30 cidades mais poluídas do mundo no ano de 2019. Com o fechamento de fábricas, lojas e o cancelamento do transporte público, os índices de poluição caíram mais de 70% segundo uma organização ambientalista indiana.


“Não vejo 1 céu tão azul em Delhi há 10 anos”, disse Jyoti Pande Lavakare, representante de uma organização ambientalista indiana, a Care for Aid, em declarações à CNN.

Onde queremos chegar: o ponto onde algumas informações não têm circulado da mesma maneira que as notícias boas.


Com todo esse avanço, podemos dizer que seja passageiro, ao combate contra a poluição atmosférica esquecemos de tratar sobre alguns pontos como a poluição nos oceanos causadas por máscaras descartáveis, e lixos hospitalares.


Em Hong Kong, na China, segundo informações do site “Sustainability Times”. Em poucas semanas de surto um voluntário conservacionista encontrou mais de 70 máscaras em um pequeno trecho de 100m de praia, essas máscaras muitas delas ainda poderiam estar contaminadas pois apenas a água não é o suficiente para eliminar o vírus de uma superfície.


Segundo Gary Stokes, fundador do grupo ambientalista “Oceans Asia”, ele relata que entre as últimas seis e oito semanas só tiveram máscaras encontradas nesta região.


Uma das medidas que devemos seguir para reduzir a poluição marinha é o descarte correto das máscaras e embalagens de álcool gel, que provavelmente são alguns dos itens mais consumidos pela população mundial nesse último mês, e provavelmente serão os mais consumidos por mais algum tempo, até que reduza o número de contágio do vírus Covid-19.


Recomendo que além de fazer o descarte correto das máscaras, as pessoas descontaminem as superfícies das máscaras usadas inserindo um pouco de álcool. Pois o vírus pode sobreviver até 9 dias em superfícies como tecidos, plásticos e metais, podendo durar até 28 dias em baixas temperaturas, a menos que sejam desinfectadas de forma correta.


Diante todo esse cenário, apesar de tudo que vem acontecendo com a saúde global, não podemos esquecer do nosso planeta, infelizmente já tão desgastado por nós seres humanos. Se cada um fizer sua parte, podemos em algum tempo ter um ambiente mais limpo para podermos seguir nossas vidas com mais saúde e harmonia.