Sustentabilidade em 2022

Civilizações sempre encontraram uma forma de esquematizar fatores naturais. O estudo das nuvens para a previsão do clima é um exemplo. Quando avistamos uma cumulonimbus, espécie de nuvem de aspecto vertical, significa que uma potencial tempestade está a caminho. Catalogamos também os ventos, espécies de plantas, animais e o mais interessante de tudo: o tempo. Dividimos esse enigmático elemento em fases e etapas para facilitar atividades rotineiras, como a agricultura. Mas organizar o tempo não é uma tarefa fácil.


Ao longo dos anos, surgiram variações de calendários, cada qual levando em consideração um aspecto diferente. O calendário gregoriano, predominante no mundo ocidental - o mesmo que dita que acabamos de adentrar no ano de 2022 - foi estabelecido em 24 de fevereiro de 1582 por meio da Bula Inter gravissimas e é baseado na órbita da Terra ao redor do Sol. A bula foi um documento assinado pelo Papa Gregório XIII e reformou o anterior calendário denominado Juliano, que apresentava falhas com o decorrer dos séculos.


Atualmente, as comemorações de um novo ano significam muito mais do que apenas o reinício da contagem. É motivo de comemoração, festas, celebrações e também de reflexão. No que tange a sustentabilidade, o que será que 2022 trará para todos nós? As minhas apostas são uma maior consciência ambiental, afinal, é preciso ser cada vez mais alienado para não perceber a emergência climática que estamos sofrendo; novas iniciativas por parte de entes privados (empresas e pessoas), pois conhecemos o nosso potencial e sabemos que não podemos entregar integralmente aos governos essa tarefa; além de consumidores mais exigentes e críticos. Aquela simples frase "produto ecológico", sem um efetivo benefício ambiental, não nos engana mais.

A sustentabilidade aparenta estar dominando também a indústria cinematográfica. Filmes e documentários estampando alertas sobre o clima e a poluição serão mais comuns no futuro. Tivemos fortes exemplos nos últimos anos, como a narrativa do ambientalista britânico David Attenborough: e nosso planeta (2020), ou a obra prima do cineasta Ali Tabrizi, Seaspiracy (2021), assim como a recente comédia-crítica "Não olhe para cima" (2021). Esse último é conceituado por Leonardo DiCaprio, que além de ator se identifica como ambientalista, como "uma analogia da cultura moderna e da nossa incapacidade de ouvir e escutar a verdade científica". Para ele, os danos das mudanças climáticas são contínuos e inegáveis. E isso me faz considerar as possibilidades não tão boas.


Infelizmente, ainda teremos que conviver com (muito) plástico descartável, consumo em massa, catástrofes climáticas, desmatamento, resíduos nas praias e extinção de espécies. Mas, como mencionei anteriormente, estamos diante de uma oportunidade de fazer mais e melhor. Convido você a inserir algumas metas em suas resoluções de ano novo. Primeiramente, abandonar o plástico de uso único - ainda usamos sacolas de supermercado ou já passamos dessa fase? - e optar por materiais mais inteligentes e duráveis. Não apostar todas as fichas na reciclagem. Ela é importante, mas a maioria dos produtos não podem ser reciclados, pelo menos não integralmente. Outra meta é compostar os resíduos orgânicos, como exige a lei SB 1383 da Califórnia, nos Estados Unidos. No início de 2022 os habitantes do estado americano deverão realizar a separação e uma estrutura de coleta será providenciada.

Além de tudo isso, apoiar marcas e empresas responsáveis, como a Greenlist, também significa fazer a sua parte. Que tal começar 2022 com o pé direito e a mente consciente?

Fontes:

http://www.sbfisica.org.br/rbef/pdf/vol17a06.pdf

https://www.instagram.com/tv/CX_n9fbDpOr/?utm_medium=copy_link

https://www.latimes.com/california/story/2021-12-26/organic-waste-composting-law-2022-recycling